Para as mulheres que desejam que seus filhos consumam leite materno, mas por algum motivo são impossibilitadas, existem algumas soluções, como a relactação, a alimentação através de copinho ou finger feeder.

Não existe mais dúvidas que o leite materno é o melhor alimento para bebês até pelo menos os seis meses. São mais de 200 componentes essenciais para o desenvolvimento da saúde da criança que não podem ser copiados por fórmulas industriais. Mas mesmo muitas mulheres, prezando pela amamentação, enfrentam alguns problemas no processo e param de amamentar temporariamente.

Motivos que podem fazer com que a mãe pare de amamentar:

  • Falta de leite: Várias situações podem inibir a produção de ocitocina, hormônio essencial para a amamentação, isso faz com que a mulher não produza leite.
  • Demora na produção do colostro: Em alguns casos, as mulheres demoram para produzir, neste período, é preciso suplementar a criança.
  • Procedimentos Cirúrgicos: Procedimentos de redução de mama, por exemplo, podem dificultar o aleitamento exclusivo.
  • Bebê não mama: O bebê pode ter dificuldade para sugar o peito ou fazer a pega de forma errada.
  • Prematuridade: Bebês prematuros que ficam internados requerem cuidados maiores e muitas vezes algum tipo de suplementação, seja com leite doado ou fórmula.
  • Falta de orientação: A falta de estímulo e a pega errada também podem comprometer o processo.

Técnica de Relactação

Relactação é um termo utilizado para mulheres que já amamentaram e por algum motivo precisaram parar e querem voltar a produzir leite para alimentar um bebê, seja ele biológico ou não. Essa técnica é muito comum em algumas comunidades africanas, onde as mulheres se disponibilizam a amamentar bebês e crianças órfãs. Sendo que, em muitas vezes, o leite materno é a única fonte de alimento para essas crianças.

Para o processo, a mulher fixa com fita hipoalergênica a ponta da sonda especifica para relactação, ao mamilo e adiciona o leite ao outro recipiente. Ao sugar, o bebê recebe o alimento através da sonda, ao mesmo tempo que estimula a mama. A sucção induz a hipófise, glândula localizada no cérebro, a comandar a produção dos hormônios prolactina (responsável pela produção de leite) e ocitocina (responsável pela ejeção). O interessante é que o bebê não desiste de sugar porque tem o leite como motivação, para saciar suas necessidades, ainda que não seja, integralmente, proveniente de sua mãe.
 
À medida que a produção materna aumenta, menos complemento é oferecido, através da sonda. O processo todo dura de 15 a 45 dias e depende de uma série de fatores como a idade do bebê, o intervalo entre o desmame ou parto e o momento da relactação, a rede de apoio com que a mulher conta, o acompanhamento profissional, a correta estimulação das mamas e, principalmente, a motivação da mãe, já que esse é um processo que demanda tempo e energia não só dela como de toda a família.

É preciso, também, que os parentes ajudem a mulher, com os afazeres domésticos, para que ela esteja disponível para relactar.

Alimentação com copinho

Uma opção para mulheres que estão vivenciando algum tipo de dificuldade ou impedimento para amamentar é o uso do copinho.

Há estudos que comprovam que a mamadeira promove uma certa “confusão de bico”  fazendo com que o bebê tenha muita dificuldade de fazer a pega correta na mama depois de usá-la. Isso pode provocar vários problemas, tanto na produção de leite materno, quanto no aparecimento de feridas nos mamilos.

A oferta de leite materno com copinho, pode soar simples para pais de primeira viagem, mas não é bem assim. Para oferecer o leite no copinho a um recém-nascido, por exemplo, é necessário que se aprenda a técnica correta. O bebê não nasce sabendo articular os movimentos de língua e deglutição, por isso é preciso conhecimento técnico para evitar acidentes.

O bebê que deve, com a língua, buscar o líquido no copo e não o contrário. Não vire o copo como nós fazemos quando bebemos algo. Imagine sempre, que o movimento da língua do neném terá que ser semelhante ao de um gato.

A orientação profissional é indispensável para essa técnica ser bem executada, pois é muito arriscado, sendo que há casos de bebês que bronco aspiraram o líquido e tiveram que ser internados por isso. Oferecer o leite ao bebê no copinho requer cuidados, aprendizado e treino.

Técnica de amamentação Finger Feeding

A técnica Finger Feeding ou dedo-sucção tem sido cada vez mais utilizada para oferecer leite materno ao recém-nascido. Mas apesar de ser uma saída viável, ela não é indicada para todo mundo.

Usada para oferecer leite materno ao recém-nascido, o finger-feeding é uma saída que utiliza uma sonda conectada a uma seringa presa ao dedo mínimo ou indicador. A sonda fica mergulhada no copo de leite materno, que pode ser colhido com bomba. Então, o dedo é posicionado dentro da boca do bebê.

Esta técnica visa evitar que outros meios de alimentação, como a mamadeira, sejam iniciados precocemente, já que a sonda faz com que o bebê ainda tenha um trabalho de sugar o leite e não desmame precocemente. Além disso, com a técnica finger feeding qualquer pessoa pode alimentar a criança.

Apesar de ser uma saída interessante, ela não é indicada para todos. A consultora de amamentação Luisa Milani (@luisamilani.psicologa), frisa que a amamentação é um processo fisiológico que deve ser aproveitado pela mãe sempre que puder.

O finger feeding é mais utilizado para ‘treinar’ ou ‘ensinar’ o bebê que possui alguma disfunção oral com o objetivo de ensinar uma sucção adequada, ou como uma forma provisória de alimentação quando o seio precisa de uma folga devido a fissuras ou outras razões.

É sempre muito importante frisar o quanto a amamentação é importante para o desenvolvimento da criança e que existem várias opções e alternativas para auxiliar a mães nesse processo.

Para mais informações, contat nossa consultoria clicando aqui.

Deixe um comentário.